Todos São Aceitos por Deus: Inclusão, Aliança e Justiça na Revelação de 2020 — Por Rafaela Berger – Presidente da Organização Vale Fértil

A revelação concedida em 2020 por Deus por intermédio de Maurício Artur Berger marcou um ponto decisivo na história espiritual dos últimos dias. Ao declarar que todos são aceitos — sem exceção, incluindo pessoas LGBT — e que ninguém deve negar a sua natureza, o Senhor abriu uma porta que, por séculos, permaneceu fechada por tradições humanas. Essa mensagem ecoa o testemunho antigo da Bíblia King James 1611, quando Pedro reconheceu que “Deus não faz acepção de pessoas, mas em toda nação aquele que O teme e pratica o que é justo é aceito por Ele” (Atos 10:34–35, KJV 1611). A revelação de 2020 não cria um novo princípio; antes, restaura e esclarece um que estava ofuscado: todos têm lugar diante de Deus.

O Livro de Mórmon, traduzido por Joseph Smith no século XIX, reforça essa universalidade do convite divino. Alma — profeta do Livro de Mórmon — ensina que Deus “convida todos a virem a Ele e participarem de Sua bondade; e não rejeita ninguém que a Ele venha” (Alma 5; Livro de Mórmon, tradução de Joseph Smith). Se Deus não rejeita ninguém, qualquer rejeição criada pela religião ou pela sociedade não procede do céu. Durante muitos anos, pessoas LGBT foram impedidas de participar plenamente da vida religiosa. Agora, com a revelação de 2020, compreende-se que o convite de Cristo sempre foi universal, e que nenhuma característica humana as coloca fora do alcance da graça.

Em Doutrina e Convênios, que reúne revelações dadas a Joseph Smith no século XIX, o Senhor explica que o essencial para entrar em Sua presença é um “coração quebrantado e um espírito contrito” (D&C; 59). Não se exige uniformidade cultural, social ou física — exige-se sinceridade. A revelação de 2020 torna esse ponto inequívoco: não neguem a sua natureza; aproximem-se de Mim com santidade e fidelidade. A ênfase não está na mudança da identidade, mas na consagração da vida. A fidelidade, a honestidade e o compromisso espiritual continuam sendo a lei para todos, mas agora todos podem finalmente caminhar sob a mesma luz.

O Livro Selado de Mórmon, traduzido por Maurício Artur Berger, explica repetidas vezes que a obra final do Senhor nestes últimos dias é reunir os puros de coração e libertá-los das tradições que obscurecem a verdade. Esse livro destaca que Deus continua revelando Sua vontade para corrigir caminhos e restaurar entendimento. A revelação de 2020 faz exatamente isso: cura feridas antigas e desfaz mal-entendidos teológicos que impediram muitos de se aproximarem do convênio. Agora, pessoas antes marginalizadas podem se reconhecer como parte da Casa de Israel, chamadas a viver a lei divina com a mesma dignidade e responsabilidade que qualquer outro discípulo.

Contudo, essa inclusão traz também uma verdade essencial: se todos são aceitos, todos igualmente serão julgados pela mesma lei. A justiça divina não favorece um grupo em detrimento de outro. Jesus Cristo ensinou: “A quem muito é dado, muito será requerido” (Lucas 12:48, KJV 1611). Até recentemente, muitos não tinham sequer acesso ao evangelho ou às alianças, porque instituições religiosas os excluíam antes que pudessem exercer a fé. Agora, com a porta aberta e o chamado esclarecido, todos carregam a mesma responsabilidade espiritual: viver a santidade, honrar compromissos, nutrir relacionamentos fiéis e trilhar a verdade.

Essa nova fase não estabelece privilégios espirituais, mas igualdade real perante Deus. Não existe grupo com direito maior ao amor divino, nem grupo dispensado da disciplina divina. Amor e justiça caminham juntos: o amor acolhe, a justiça orienta; a misericórdia abraça, a lei purifica; a inclusão abre o caminho, mas a fidelidade o sustenta. Deus está chamando cada pessoa — heterossexual ou LGBT, solteira ou casada, forte ou fraca — a participar de Sua obra, carregar Seu nome e viver Seus mandamentos. Pela primeira vez, muitos podem fazer isso sem negar que são e sem serem barrados por tradições humanas.