Os últimos anos têm sido marcados por experiências espirituais profundas e por revelações que moldam o modo como a comunidade de fé compreende sua missão nos últimos dias. Dois relatos recentes — o testemunho vívido do irmão Diego de Oliveira Ferreira sobre os acontecimentos no Refúgio de Sião, em Agudo/RS, e o artigo doutrinário elaborado pela irmã Rafaela Berger sobre a revelação inclusiva de 2020 — mostram que os céus continuam falando, guiando e expandindo nossa compreensão do chamado divino.
No relato de Diego, vivenciamos o registro sincero e comovente de uma noite em que o sagrado se tornou visível. Ele descreve luzes que cruzaram o céu, sinais de manifestações de Autoridades Celestiais, e um momento culminante: a comunicação de que Morôni havia dado um sinal. Segundo Diego, muitos viram a grande luz sobre o Morro Agudo e sentiram o peso espiritual do acontecimento, permanecendo em reverência e expectativa enquanto líderes subiam o morro guiados por direção celestial. Para o autor, essa noite revelou não apenas o poder divino, mas também a responsabilidade que repousa sobre cada discípulo — um chamado ao arrependimento, à fidelidade e ao apoio à liderança profética. Seu testemunho encerra-se com afirmação contundente: “Temos um Profeta entre nós… Ele nos guia, nos ensina e nos chama ao arrependimento”
Se o texto de Diego evidencia sinais visíveis e manifestações extraordinárias, o artigo da irmã Rafaela Berger ilumina outra esfera igualmente poderosa da revelação: a transformação do entendimento espiritual por meio da doutrina. Em seu estudo sobre a revelação de 2020, Rafaela destaca a magnitude do pronunciamento divino segundo o qual todos são aceitos por Deus, inclusive pessoas LGBT, reafirmando princípios presentes desde a Bíblia King James 1611 até o Livro de Mórmon. A autora mostra que essa revelação não inaugura um novo mandamento, mas restaura uma verdade antiga e negligenciada: o convite de Cristo sempre foi universal. Ninguém é rejeitado por causa de sua natureza — o que importa, conforme Doutrina e Convênios, é um “coração quebrantado e um espírito contrito”.
Rafaela enfatiza que essa inclusão não elimina a lei, mas a estende igualmente a todos. “Se todos são aceitos, todos igualmente serão julgados pela mesma lei”, declara. A revelação de 2020 cura feridas, desfaz séculos de exclusão e devolve dignidade espiritual a muitos que, antes, jamais puderam sequer aproximar-se das alianças. Agora, cada pessoa é chamada a viver a santidade com liberdade, identidade íntegra e responsabilidade
Unindo ambos os textos, percebemos duas dimensões complementares da obra divina nestes últimos dias: os sinais que despertam o espírito para a presença viva do céu e as revelações doutrinárias que reorganizam, purificam e expandem o entendimento coletivo. Enquanto Diego relata um mover celestial que reacende o senso de missão e urgência espiritual, Rafaela apresenta a construção teológica que prepara o povo para receber essa obra com maturidade, justiça e verdadeira compaixão.
Os céus falam tanto por luzes que rasgam a noite quanto por palavras que rompem tradições humanas. E ao integrar essas duas vozes — a experiência e a doutrina — percebemos que Deus está chamando Seu povo a um novo nível de compromisso: mais aberto, mais responsável, mais consagrado e mais consciente da grande obra que se desdobra diante de nós.
Que cada discípulo, ao ler os testemunhos de Diego e Rafaela, possa reconhecer que os sinais e as revelações não são fins em si mesmos, mas convites divinos para viver com fidelidade renovada, amor mais amplo e visão espiritual mais profunda.
Vosso irmão em Cristo
João I Vendemiatti.
