No sábado, 11 de janeiro de 2025, atendendo ao pedido do irmão Maurício Artur Berger, alguns élderes e irmãos na fé viajaram juntos para o Refúgio de Sião – Unidade Sul, localizado na cidade de Agudo-RS, em um momento carregado de significado. O encontro foi motivado por um evento especial que aconteceria na cidade no domingo seguinte, dia 12, com o propósito de levar uma mensagem de esperança aos presentes no evento.
Recriou-se a atmosfera dos primeiros dias, evocando com profundo apreço a inspiração dos pioneiros da restauração do século XIX; nesta obra que é um segundo convite à participação. Foi uma oportunidade preciosa para, mais uma vez, estarmos juntos e transmitirmos a continuidade da obra da restauração e a mensagem de O Livro Selado das Placas de Mórmon; unidos ao lado do irmão Maurício, ungido do Senhor, para fortalecer a obra da Igreja de Cristo.
Com o entardecer no Refúgio de Sião, começamos a nos preparar para a reunião online semanal da igreja, marcada para às 20h. Minutos após o início da reunião, a internet do local onde a transmissão ocorria caiu inesperadamente e não voltou mais. Após uma breve espera e diante da impossibilidade de retomar a transmissão, a reunião foi oficialmente cancelada.
Mas naquela noite, quando a tecnologia nos falhou, fomos todos guiados pelo irmão Maurício a sairmos ao ar livre. Movidos pela fé, o céu transformou-se no nosso palco de conexão espiritual, onde contemplamos diversas manifestações de pequenas luzes brancas cruzando o horizonte. Avistar luzes cruzando o céu do Refúgio de Sião tornou-se algo frequente para quase todos que o visitam.
Sem a reunião, o encontro online dos santos não pôde acontecer, e vivenciamos uma experiência singular naquela noite. Algo além do que já conhecíamos e que transcendeu os limites do ordinário.
Por volta das 20h30min, fomos surpreendidos pela manifestação de uma comitiva de luzes verdes enfileiradas no céu, de cor esmeralda vibrante, formando um comboio surpreendentemente alinhado e espaçado. Estimo que passaram acima de nós cerca de 40 a 50 luzes verdes brilhantes, separadas por uma distância considerável umas das outras, criando um espetáculo intrigante no céu. Estavam organizadas, meticulosamente alinhadas, seguindo uma atrás da outra. Pareciam surgir uma a uma de um portal invisível, pois eu não conseguia ver de onde vinham. Simplesmente apareciam, uma por vez, mantendo o fluxo e a velocidade, até que a comitiva se perdeu de vista no horizonte.
Ficamos todos surpresos. Foi uma grande sequência de luzes, nunca antes vista por lá. A queda da internet, minutos antes, pareceu então não ter sido um simples acaso. Contudo, mal sabíamos que a noite ainda reservava surpresas maiores.
Aquele intrigante espetáculo trouxe um misto de admiração e inquietação a todos nós, pois, conforme o ensinamento do irmão Maurício Artur Berger, apenas as luzes brancas são sinais inquestionáveis de nosso Criador. As luzes verdes, por outro lado, sugeriram a presença de algo além, algo que busca frustrar a obra de Deus. Quando as luzes brancas desapareceram, percebemos que algo realmente não estava certo. Os sinais tornaram-se alertas quando as luzes brancas, das quais temos certeza serem de Deus, deixaram de aparecer.
Ponderávamos sobre algumas hipóteses: aquela manifestação dos então opositores da obra seria uma resposta à união dos élderes com o ungido de Deus em um local consagrado? Seria uma tentativa de intimidar?
Após algum tempo, retornamos para dentro da casa. Era por volta das 23h, e enquanto nos preparávamos para dormir, alguns já deitados ou até mesmo adormecidos após um dia de viagem, Maurício e sua esposa, Rafaela Berger, demonstraram inquietação diante dos acontecimentos daquela noite. Pegando suas lanternas, avisaram-nos de que iriam até a pedra central do refúgio para refletir.
Cerca de meia hora depois, retornaram visivelmente eufóricos, relatando que grandes bolhas de luz branca haviam se manifestado no céu diante deles. Maurício também disse que viu uma bolha de luz específica, a qual associou à mesma luz que Morôni utiliza em seus desígnios, a mesma que precede a sua manifestação. Ele recebeu e interpretou o sinal como um chamado direto de Morôni, de que deveriam subir ao Morro Agudo naquele exato momento. Wooow! Foi um momento impressionante!
Então, enquanto se preparavam para subir o Morro Agudo, já era quase meia-noite, Maurício nos chamou para fora com a esperança de que a luz de Morôni pudesse surgir novamente no céu, para que também pudéssemos vê-la.
Todos os que haviam se levantado, inclusive eu, saímos rapidamente para a lateral da casa, tomados pela expectativa de ver também. E, em pouco tempo, presenciamos o extraordinário: uma enorme bolha de luz branca, intensamente brilhante, como eu jamais havia visto, emergiu entre as nuvens e apareceu. Foi um momento de pura maravilha para mim.
Observei fascinado. A luz movia-se suavemente entre as nuvens, atravessando-as, passando por elas e, por fim, veio a sumir. Menos de um minuto depois, reapareceu e, dessa vez, apagava e acendia sua luz como se estivesse nos enviando sinais.
Meu coração se encheu de felicidade. Minha fé se fortaleceu de uma forma mais profunda. Ao avistar de longe aquela grande bolha de luz branca e brilhante, fui tomado por uma emoção intensa e por um sentimento genuíno de gratidão por estar ali. Era um misto de graça, admiração, reverência e alegria ao ver aquela esfera luminosa atravessando as nuvens e nos oferecendo um sinal de luz. Jamais havia presenciado algo assim, completamente fora do comum pra mim. Foi um momento que permanecerá guardado na minha memória para sempre. Sou profundamente grato.
Após isso, a adrenalina já contagiava a todos. Enquanto Maurício e Rafaela ajustavam rapidamente suas mochilas com garrafas de água, lanternas e outros itens importantes para subir o Morro Agudo, Maurício julgou necessário convidar o irmão Joni Batista para acompanhá-los como uma testemunha, a fim de que aquele momento pudesse ser validado por mais alguém além dele e Rafaela, confirmando o que viesse a ocorrer no morro. Naquele momento inesperado, Joni era o único com o sacerdócio ativo entre os que tinham condições físicas de subir o íngreme morro, mata adentro. Com entusiasmo, Joni aceitou prontamente o convite de se juntar a Maurício e Rafaela na subida.
Então eu, Jeferson, decidi que ficaria lá fora esperando por eles e continuaria a observar os céus. Meus irmãos em Cristo, João Vendemiatti, Thiago Vigeta e Diego Ferreira também pensaram o mesmo. Preparei um chimarrão para nós, puxamos algumas cadeiras e nos sentamos no gramado, atentos, com a expectativa de ver novamente aquela grande e brilhante bolha de luz branca de Morôni descendo ao longe em direção ao morro.
Para nossa surpresa, o que presenciamos durante toda a noite, sem interrupção, foram inúmeras luzes menores, todas brancas, com intensidades variadas de brilho, circundando a região do Morro Agudo e os morros ali ao redor. Todas se movimentavam na mesma area. Dançavam no céu, algumas mais rápidas e outras passando mais lentamente. Em certos momentos, quatro passavam de uma vez; em outros, duas circundavam juntas; às vezes, quatro ou mais cruzavam o céu ao mesmo tempo. Foi uma movimentação intensa e contínua de luzes, num mesmo local, por horas. Igualmente intrigante.
Às vezes, por breves instantes, quase não se via movimentação; em outras, avistávamos apenas uma luz por vez, até que voltavam a surgir com frequência sobre o morro. Foi, de fato, uma intensa manifestação de luzes durante toda a madrugada do dia 12, todas seguindo na mesma direção e desaparecendo atrás do Morro. Enquanto observávamos, comentávamos que pareciam estar dando voltas no morro, como vigias em movimento contínuo, realizando uma espécie de ronda. Era evidente que algo muito grandioso estava acontecendo naquela noite, e nós estávamos ali, presenciando tudo. Parecia, pelo que se podia perceber, que estavam protegendo aquele lugar, impedindo que os inimigos do Reino permanecessem ali. Enquanto isso, sabíamos que Maurício, Rafaela e Joni continuavam a subir o morro.
Lá estávamos nós, sentados no gramado, conversando sobre doutrina e outros temas relevantes, enquanto as luzes cruzavam aquela parte do morro e rondavam o céu sem cessar, oferecendo-nos um verdadeiro espetáculo de pequenas luzes brancas. Era impossível não se impressionar com a magnitude do que estávamos presenciando.
A sensação de estar diante de algo grandioso permanecia constante. Envoltos por aquele ambiente extraordinário, observávamos as luzes com atenção e refletíamos profundamente sobre tudo o que estava acontecendo.
Permanecemos cerca de quatro horas ali fora desde que eles saíram rumo ao Morro Agudo. Foram quatro horas acompanhando as movimentações no céu, que para mim passaram como se fossem apenas vinte minutos.
No fim, não conseguimos ver novamente aquela grandiosa luz de Morôni, mas foi uma madrugada incrível. Estar ali, vivenciando tudo aquilo, foi simplesmente inesquecível. Sem dúvida, uma noite verdadeiramente memorável.
Quando Maurício, Rafaela e Joni retornaram, recolheram-se para tomar banho e descansar. Não lhes foi permitido compartilhar o que haviam visto e vivido durante a subida ao Morro Agudo, mas seus sorrisos nos revelaram tudo.
Ao final, o sentimento que nos preenchia era gratidão. Gratidão por estarmos vivendo numa época em que a restauração continua avançando em novos passos, revelando sinais e cumprindo promessas.
E aquela manifestação inicial da comitiva, alinhada em tons de verde, que havia surgido anteriormente diante de todos, culminou em algo maior: a manifestação do Exército de Deus. Que nos permitiu enxergar o quão presente Ele está em Sua obra, agindo com poder e dissipando forças contrárias.



